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Por Lidiane Melo

O processo de cura é parte fundamental na produção serigráfica, pois é esta etapa que garante a fundição do revestimento (tinta) ao substrato. Para que isso seja realizado, utiliza-se uma fonte de calor. Tal processo é influenciado por algumas variáveis como temperatura, tempo de exposição e tipo de radiação.
Entenda, nessa matéria, como funciona o processo de cura e veja os itens importantes para a aquisição correta de um equipamento de secagem.

Curadoras UV
As curadoras UV utilizam radiação ultravioleta, gerada por lâmpadas especialmente projetadas para esse fim.
O processo ocorre em décimos de segundo e não permite a volatização dos elementos da tinta, minimizando assim a emissão de componentes nocivos ao meio ambiente.
Os componentes de uma curadora UV são:

Refletor: pode ser parabólico ou elíptico. O parabólico é o mais utilizado, já que nele os raios são emitidos de forma paralela, atingindo o substrato por inteiro. O refletor elíptico é utilizado em casos específicos, pois sua concentração de raios é focada em determinada área do substrato.

Esteira: feita de fibra de vidro revestida com teflon, material que resiste à radiação ultravioleta.

Lâmpadas: podem ser de 200, 300 ou 400 Watts de potência por polegada, classificadas entre média e alta pressão. A vida útil de uma lâmpada é, em média, de 1000 horas, havendo variações conforme a utilização e manutenção adequadas. O número de lâmpadas utilizadas varia de acordo com o modelo do equipamento.

Erros
Alguns erros prejudicam o bom andamento do trabalho de cura, dentre eles estão:
* utilizar tempo e temperatura incompatíveis com o substrato e o tipo da tinta;
* não utilizar bloqueadores em tecidos sintéticos, ocasionando a sublimação;
* comprometer o trabalho por falta de manutenção e limpeza adequados;
* paralisar a esteira com substratos dentro do equipamento com o sistema de calor ainda acionado.

Medição da radiação UV
Para conhecer o nível de radiação de uma curadora, é necessário medir a dose e a intensidade. Controlando esses dois parâmetros, é possível otimizar o sistema e aproveitar a radiação UV do equipamento de maneira adequada.
O radiômetro possibilita o usuário controlar o processo de cura UV. “O fabricante da tinta indica o nível necessário de radiação para a cura. Com o auxílio do radiômetro é possível conhecer a velocidade da esteira, o que permitirá atingir a dose necessária para a polimerização da tinta”, comenta Ulysses Guimarães Neto, diretor técnico da Econolite.
Outra função importante desde equipamento é verificar as condições da lâmpada. Tais controles devem ser realizados periodicamente. Para os profissionais que não possuem o equipamento, recomenda-se contratar o trabalho de medição dos fabricantes de tinta ou da curadora. O mais indicado, segundo os fabricantes, é que uma estamparia com mais de três curadoras possua seu próprio radiômetro.

Garanta o bom funcionamento
Para o bom andamento do processo de cura por radiação UV, é necessário seguir o manual do fabricante, tanto do equipamento quanto da tinta. Estes comparativos darão os subsídios necessários para a adequação da velocidade da esteira e potência da lâmpada, fatores que influenciam diretamente na cura.
Outro quesito importante é a manutenção da curadora UV. “É comum encontrar curadoras paradas por falta de informação, treinamento e manutenção adequada”, ressalta João Ferreira, consultor de negócios da Imah indústria de máquinas.
Realizar testes de radiação também é parte fundamental na manutenção das curadoras UV. O equipamento para esse controle é o radiômetro, que informa a dose exata de radiação emitida. O ideal é realizar testes periódicos com o radiômetro para evitar radiação UV acima do normal. Isso também evita riscos no trabalho, uma vez que a radiação em níveis superiores ao permitido pode comprometer à saúde.

Minimizando riscos
Os raios ultravioleta podem ser nocivos à pele, dependendo da exposição e da radiação recebida. Os fabricantes indicam aos serigráficos atentar para os itens de segurança, que são fundamentais para minimizar riscos à saúde de quem usa o equipamento. “O serigráfico deve usar os EPIs (Equipamento de Proteção Individual) determinados pela Segurança do Trabalho, como, por exemplo, o jaleco com mangas longas, óculos de proteção contra raios UV e luvas, para garantir a segurança, caso aconteça alguma eventualidade”, explica Renato Baeta, diretor da Germetec.

Polimerizadoras
Outro equipamento de cura utilizado pelos serigráficos é a polimerizadora, também conhecido como forno.
Estes equipamentos podem ser elétricos, no qual a geração de calor é realizada por meio de resistências distribuídas em forma de colméia, ou à gás, com queimadores distribuídos ao longo do equipamento.
A cura é realizada por meio do direcionamento de calor através de jatos distribuídos por toda a extensão do túnel do equipamento.

Componentes de uma polimerizadora
* calhas para o depósito de resíduos;
* circulador de ar com sistema de reaproveitamento;
* esteira de fibra de vidro impregnada com Teflon;
* estrutura em aço carbono;
* exaustor de fumaça;
* inversor de freqüência digital; responsável pela variação da velocidade da esteira, aumentando ou diminuindo a velocidade através do potenciômetro;
* motor de ½ HP;
* moto redutor 0.25 HP com controle de velocidade;
* revestimento com lã de vidro;
* rodízios para locomoção das peças.

Manutenção das polimerizadoras
A manutenção destes equipamentos deve ser realizada pelo menos uma vez ao mês, segundo indicação dos fabricantes. Dentre os principais cuidados com a manutenção estão:
* o ajuste do painel de comando;
* o tensionamento da esteira;
* a limpeza interna através das portas laterais.

Aquisição da polimerizadora
Recomenda-se, em primeiro lugar, que o consumidor verifique se o equipamento atende as necessidades de cura do processo de produção. Outros aspectos do equipamento também devem ser levados em conta, entre eles estão:
* o reforço da estrutura
* a espessura do isolamento térmico
* controle de velocidade
* painel de controle dentro das normas de segurança
* garantia e assistência técnica do fornecedor.

 

Grupo Sertec – www.gruposertec.com.br
Revista Silk-Screen – Ano XXIII – Nº 270 – Novembro 2007

 
     
 
 

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